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Sete Estrelo

Um diário de navegação, à deriva

Sete Estrelo

Welcome to... Jamaica

02.06.20 | Silêncios

 

 

Porto, 21/01/2019 - O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa veio ao Porto para conhecer o projeto

 

Não deveriam existir Jamaicas em qualquer ponto do país e temo-las, ainda! Basta ir por aí, de norte a sul, com vontade de ver! Não de desvalorizar o problema, beatificando uns e demonizando o resto.

O problema reside no facto de já ser tarde! Muito tarde, para por um ponto final nesta situação que já devia estar resolvida há um ano. Os moradores do Bairro da Jamaica, já deviam ter sido realojados e continuam ali.

Voltando ao "problema" que tem vários contornos, que escondem e conduzem a outros. Desencadeiam muitos mais graves, desembocando na presente polémica. De quem é afinal, a culpa?

 

  1. Dos moradores do Bairro e da falta de tudo um pouco, que grassa por lá?
  2. Dos que, achando a Jamaica atractiva, saem dos seus concelhos, para irem agravar os males já existentes, até tudo se tonar incontrolável?
  3. Ou será do Governo?
  4. De um Presidente que vai à Jamaica tirar selfies e esbanjar mimos, porque alguém foi morto  (convêm estar presente, porque dá votos), sem dar a mínima para a real resolução dos problemas daquelas pessoas?!
  5. É da polícia que, quando tenta resolver, descontrola-se ou é recebida a tiro?

Enfim...

Vemos um Presidente dar festinhas e abraços, aos que sofrem. Solidarizar-se com a dor de uma família que perdeu alguém em condições que, o mesmo Presidente devia não incentivar. Ou, pelo menos, abster-se de emitir parecer. A emiti-lo seria, para:

  1. Primeiro, tirá-los de lá;
  2. Mandar demolir aquilo;
  3. Alojá-los em casas, ainda que humildes, com condições mínimas de habitabilidade e dignidade;
  4. Ter já envidado esforços reais, para impedir que "engrosse" mais de dia, para dia, os comportamentos que ali existem (sejam fomentados por quem lá mora), ou "importados".

Isso, sim. Era afecto! Solidariedade. 

 

Há um ano o Presidente dizia: Somos todos portugueses!

"... é um "bairro que tem problemas críticos habitacionais, como muitos outros, embora com um plano de realojamento..."

 

Passado um ano, vemos que o Bairro da Jamaica (onde todos são portugueses) continua a ser um polo de conflitos e agora um foco de doença, que ameaça não só quem lá vive (porque haverá lá muito boa gente, também) que tem de se deslocar para trabalhar, como todos que, por lá se perdem, em alegre folguedo. Mais os que, sem terem nada a ver com tudo, se cruzam com eles.

E por quê?

Porque o Governo não fez o que devia ser feito. Há um ano!

Então:

Fecham-se a cadeado, cafés. Lacram-se portas! Impõe-se o afastamento à força. Exige-se obediência e testam-se até, paredes e telhados.

Pergunto:

Daqui a um ano, não veremos tudo na mesma? A Jamaica, orgulhosamente, de pé! Tudo absolutamente, igual? 

 

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