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Sete Estrelo

Um diário de navegação, à deriva

Sete Estrelo

Solstício de Verão em Stonehenge

17.05.20 | Silêncios

 

 

 

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Todas as fotografias são minhas. 

 

Um dos meus destinos obrigatórios se, em deambulação pelo mundo, sempre foi Stonehenge. Visitar "um monte de pedras"  dizia-me alguémApesar disso, em Maio de 2013, durante quatro dias rumamos a Inglaterra e, nessa breve estadia, tive (também) a alegria de cumprir este meu sonho. 

Muito longe de "um monte de pedras" Stonehenge  é História, dentro da história. Majestade! Um dos monumentos mais importantes da pré-história que se julga (entre outras teorias, porque há várias) pode ter sido um centro de cura. Lugar de romagem de peregrinos, há mais de 4.500 anos. Sobre essas romagens...

 

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TRADIÇÕES PAGÃS


Existem muitos caminhos dentro do Paganismo. Alguns optam pela veneração solitária, outros como membros de variados grupos cruzam os caminhos que os levam aos seus lugares de culto. 

Alguns caminhos estão definidos e têm uma estrutura com os seus próprios ensinamentos. Outros não, mas os mais populares, dentro do Paganismo são a Wicca (feitiçaria moderna), o Druidismo, e a Tradição do Norte (Escandinava e Anglo-Saxónica). Outras tradições pagãs ressurgiram após o regresso do Paganismo, tal como a Tradição Ibérica.

 

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Tradição do Norte


É um conjunto de religiões populares que vêm do norte da Europa. A tradição do Norte, segue a mitologia nórdica e os seus muitos Deuses e Deusas, tal como Thor, Freya, Woden e outros.

Existem vários Festivais durante o ano e, tal como com outros caminhos pagãos, existe também uma tradição de magia. Os seguidores reúnem-se para celebrar em grupos chamados Hearths e dentro dos Hearths, todos são reconhecidos como sendo iguais.

 

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O Druidismo


 O de hoje.. é um eco do Druidismo do passado. Os Druidas eram os profetas, os mágicos, videntes, curandeiros e conselheiros das tribos pré-cristãs. Os Druidas de hoje buscam a maior parte da sua inspiração nestas pessoas. Dentro do Druidismo existem os Bardos, os Ovatos e os Druidas.

Os Bardos são contadores de histórias e poetas, que usam o poder da poesia e da música para contar os seus contos a outros. Esta parte do Druidismo é aberta a todos.

Os Ovatos são os profetas e os videntes que aprendem a libertar o poder das suas mentes, para dar uma visão do futuro. O Druida passa por ambos os graus antes de se tornar no sábio, no conselheiro e mestre. Os Druidas aprendem muito da tradição das árvores, plantas, pedras e tudo do mundo natural. Também se reúnem para celebrar o passar das estações.

 

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Tradição Ibérica


Em cada região, uma Divindade; a cada espírito Criador, o seu espaço!  Os nossos ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões e amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza. Colhiam e caçavam com bravura e respeito.

No passado, a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles os Celtas - daí o rótulo de Celtibero, mistura de povos Celtas e Ibéricos - , os Fenícios e Cartagineses. Depois Romanos e mais tardiamente entre outros, Suevos e Visigodos. As nossas Divindades nunca se mesclaram totalmente com as dos povos invasores.

Como Ibéricos temos uma tradição muito Ancestral, na qual muitas das práticas exteriores e o culto dos adoradores, vulgo povo, foram absorvidas pela religião católica surgindo mais tarde em épocas festivas tais como o Entrudo, Pascoela e Natal.

Todas as datas aproximadas das festividades que foram palcos, dos nossos Deuses. No entanto, os mistérios sempre permaneceram no segredo das Senhoras, dos Akerras, das Jãs e dos Naimen. A adoração e o Ritual dos Deuses Peninsulares têm a ver com a Arte Antiga, hoje chamada Tradicionalista.

O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses das várias regiões conquistadas. Assim para absorver os poderes das tribos, pensavam os nomes dos Deuses locais e aplicavam-os, conforme as conveniências, sem neles existir, contudo, o verdadeiro sentido mágico-religioso.

Assim, aconteceu com a nossa Deusa Atégina que, após a romanização, virou Proserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana, mas que muito antes de Roma se instalar, já os povos locais conheciam a lenda da descida da Deusa aos mundos inferiores. Só, de outra forma. Aliás, este mito é comum à alma grupo universal do Neolítico ao Calcolítico e decorrentes.

 

Proserpina

Hiram Powers, Proserpine, 1839-1873, marble, Smithsonian American Art Museum

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Cinco séculos antes de Roma, haviam já chegado os Gregos e Fenícios. Posteriormente os Cartagineses que não nos forçaram a Religiões impostas, mas foram bastantes influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos, já existentes na Península.

Não nos poderíamos alhear também da importância trazida pelas culturas Fenícia e Grega, cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos do litoral, com os cultos de Baal Merkart e de Tanith de Cartago, outrora aqui cultuados na Nazaré, entre outros...

A nossa Tradição tem uma ancestralidade reconhecida num vasto panteão autóctone, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos. O Panteão Ibérico é rico e tribal. As divindades que cultuamos, existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia. Entre essas várias Divindades, prestámos culto, às seguintes:


EndoVellico - o Curador;
Aerno - O senhor dos Ventos,
Atégina - A Deusa Mãe;
Trebaruna - A Guerreira e Protectora;
Tongoenabiagus - O Fertilizador;
Tanira - A deusa das Artes;
Nabica - Deusa das Águas; e Brigantés - Deusa guerreira (Norte).

fonte: http://pt.paganfederation.org/ccg.htm

 

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Celebrações em Stonehenge

Solstício de Verão

 

"Em Stonehenge, Inglaterra, o círculo de pedras gigantes, com cerca de seis mil anos, este é um dia muito especial, em que milhares de pessoas se juntam para saudar o início do verão.

Neste dia, precisamente, o sol nasce duplamente alinhado com a pedra de Heel, que se ergue solitária à entrada de Stonehenge, e com o seu altar. Fosse qual fosse a intenção dos seus construtores, e há inúmeras teorias que o dão ora como templo, ora como local de coroação de reis, ora como local de celebração de ritos fúnebres, a única certeza hoje observável é a deste alinhamento com as danças do Sol, o que parece apontar para a sua função de calendário astronómico.

Nesta altura do ano, são milhares as pessoas que viajam para lá, para assistir a esse momento mágico inicial do nascimento do dia alinhado com as pedras. Depois, a festa prolonga-se pelo dia fora, para culminar no momento exato do solstício, pelas 16.53, sempre com muitos aplausos.

Muitos do que ali comparecem para a festa do solstício de verão vestem-se de druidas, à maneira antiga, lembrando celebrações pagãs ligadas ao ciclo anual agrícola, mas também há quem ali vá apenas em piquenique, com a família e os amigos, para passar o primeiro dia de verão de uma forma diferente. Assim a meteorologia ajude.

 Fonte: Diário de Notícias

Publicado em 20.06.19