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Sete Estrelo

Um diário de navegação, à deriva

Sete Estrelo

Sobre o estar-se na "mão" dos outros... e quando o querem, nas bocas do mundo.

19.03.20 | Silêncios

 


 


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Quando alguém te humilhar sorri e agradece. Prossegue caminho, grato por esse epíteto e por mais uma lição aprendida... - MS


 


 


Atualmente, mantermos a consideração dos outros, sermos considerados sérios, boas pessoas, ou conservar o bom nome, é mais volátil que o éter etílico.


Na verdade qualquer bardamerda com algum "talento" e um computador, pode dar-nos cabo da integridade moral em dois tempos. O que se torna atroz é, nem fazemos ideia do que é dito, ou visionado, sobre a nossa pessoa e os supostos actos que nos atribuem.


Logo; podemos andar por aí descansadinhos, de cara levantada e sem pesos na consciência. No entanto, estar a ser difundido esterco de todo o género (sobre nós) e o que nunca se praticou, nem nos passa pela cabeça vir a praticar. O que nos atribuem como tendo, dito, ou escrito e não é da nossa autoria.


Esse é o lado infame e odioso desta ferramenta que, no inverso, serve para (em ocasiões como a que estamos a viver) conhecer pessoas que nos acrescentam! Unirmo-nos. Fazer tudo, de construtivo e não mesquinho e covarde.


Claro está, que ser apontado por uma coisa que não fizemos é afrontoso! Ser falado e denegrido por alguém que o perpetra, para extorquir dinheiro. Ou, simplesmente nos prejudicar e arrastar pela lama, deixando a nossa reputação completa e definitivamente comprometida é crime!  


Como haverá por trás  desse estratagema uma, outra razão. A de sempre!  Mais velha, também, do que a mais velha profissão do mundo.


Assim:


Passaremos a ser o que os outros dizem ou "mostram" que somos, no dia em que acreditarmos ser "isso" e não, o que nos dita e mostra, a nossa consciência. 



O grande triunfo do adversário é fazer-nos crer no que diz de nós.
Paul Valéry


“O que é dito de um homem não importa. O que importa é quem disse.”


Oscar Wilde